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Broadway significa em inglês "Avenida Larga", e em Nova Yorque existem várias "Broadways", mas uma delas se tornou referência e até nome próprio: Trata-se da Manhattan Street, onde hoje se concentram 39 grandes teatros profissionais que mantêm peças em cartaz por anos.
Ao dizer hoje "Teatro Broadway", estamos falando, na verdade, de todos esses teatros profissionais e peças ali apresentadas. Muitos o consideram uma forma teatral. O fato é que o "Teatro Broadway" é o mais lucrativo e talvez famoso centro teatral do mundo. Representa o mais alto nível profissional e comercial do teatro.
A Ópera Garnier, ou Palais Garnier, é uma casa de ópera projetada pelo Arquiteto Charles Garnier (1825-1898), que venceu o concurso público em 1861 realizado para escolher que seria o arquiteto. A construção, liderada pelo Barão Georges-Eugène Haussmann, começou em 1861, e enfrentou vários contratempos e paralizações devido à muitos incidentes, como a Guerra Franco-Prussiana e a Comuna de Paris.
Para um bom observador, o site Oficina de Teatro é um enorme laboratório. É um “ecossistema” artístico onde pode-se observar os mais diversos tipos de pessoas, idéias e ações. Andei prestando muita atenção, ultimamente, num ponto em especial: a escrita. Já escrevi um artigo falando da importância do conhecimento teatral, e agora sinto que devo ir mais além e dizer que falta o conhecimento básico de tudo: falta a leitura!
O canadense Guy Laliberté, resolveu, certo dia, investir mais sua vida para a arte. Rodou por alguns países sobrevivendo como artista e músico de rua, mas nada que o destacasse ou desse retorno. O fato é que, depois dessa "humilde turnê", ele retornou ao Canadá (por volta de 1979), onde, sem dinheiro ou sequer trabalho, viveu por um tempo do salário-desemprego.
As coisas começam a mudar quando, jutamente com alguns amigos - dentre eles, um chamado Daniel Gauthier - começou a organizar bazares e outros pequenos eventos artísticos, onde conseguiram agrupar alguns artistas talentosos. Foi aí que decidiram fazer uma turnê com suas apresentações. Mas logo isso se mostrou impossível por falta de dinheiro. Mas não desistiram. Convenceram o governo canadense a financiar o projeto, que chamaram de Les Échassiers de Baie-Saint-Pau. Contrataram vários outros artistas e finalmente realizaram sua turnê em 1980.
Apesar de ter sido bem recebida pelo público, a turnê não arrecadou dinheiro suficiente e o projeto foi à falência. Continuaram tentando com outros projetos e apresentações - até mesmo oficinas circenses. Conseguiram em 1983 mais um financiamento do governo de Quebec, que doou U$1.5 milhão para que o grupo organizasse uma produção para o ano seguinte, data em que Quebec comemoraria o aniversário de 450 anos. Foi então que surgiu o Le Grand Tour du Cirque du Soleil.
A partir daí, passando por problemas e dificuldades, o grupo, dirigido e comandado pelo próprio Guy Laliberté, seguiu uma carreira vertical de sucesso. O motivo dessas conquistas está na inovação presente em todos os projetos e turnês do grupo. Se tornou um circo novo, com tendências de várias épocas e partes do mundo, músicas próprias e executadas ao vivo durante as apresentaçõe, cenários criativos e artistas fantasticamente abilidosos e dedicados.
Guy Laliberté, aquele homem que vivia de salário-desemprego, está hoje na lista de bilionários do mundo. O nome Cirque du Soleil, foi classificado como o 22# nome de maior impacto no planeta.
O Cirque du Soleil conquistou vários prêmios e hoje conta com mais de 3.500 empregados em 40 países e apresentando aproximadamente 15 espetáculos consecutivos pelo globo.
Quando se chega a um teatro, acomoda-se confortavelmente em sua poltrona, não se tem a mínima idéia das dificuldades que passam atores, diretores e produtores. Todos só enxergam o produto final, ignoram a complexidade de todo o processo, desde a concepção do texto pelo autor até a apresentação no palco.
E quando o espetáculo então é para o público infantil, o desdém ainda é maior, muito embora sabemos que há espetáculos e espetáculos infantis, mas isso, fica para uma próxima vez.
O que pretendo dizer aqui, resume-se a vida dura que todos que se dedicam ao teatro, levam. Tanto esforço, tanta dedicação, e um mísero reconhecimento. Hoje em dia, só tem um boa bilheteira, os espetáculos encenados por atores televisivos. Só eles apresentam espetáculos de qualidades? Claro que não! Muitos e muitos atores, diretores e autores de pequena ou quase nenhuma mídia, têm trabalhos competentes e de boa qualidade sim, mas são rele-gados a um segundo plano.
Quantos espetáculos montados com grande qualidade que quase não tem bilheteria? Essa é a vida dura do teatro, onde circulam e atuam pessoas que se dedicam pelo amor a arte, e que na maioria das vezes gasta o dinheiro que não se tem, na espera de receber na melhor das hipóteses, aplausos.
Que o público que senta-se confortavelmente na poltrona do teatro para assistir um espetáculo que está na moda, possa compartilhar alguns tostões com os outros espetáculos que embora não estejam na moda, são produzidos com muito sacrifício e muita dedicação, pois pior de que enfrentar a vida dura do teatro é abrir as cortinas e não se ter o público para lhe prestigiar.
Tudo parece perfeito, cenário, figurino, atores e atrizes afinados após meses exaustivos de ensaios, a adrenalina a mil a espera do terceiro sinal e junto a tudo isso, a expectativa para que o espetáculo saia como previsto e seja um grande sucesso.
A ansiedade já toma conta das coxias, o texto é passado e repassado por várias vezes antes do espetáculo começar. Cada marcação é revisada cuidadosamente. Não há o que dar errado. Agora é pra valer! Eis então que é dado o terceiro sinal.
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