| O medo da repetição |
|
|
|
| Escrito por Paulo Sacaldassy | ||||||||||||||||
| 07/02/10 - 19:56 | ||||||||||||||||
|
Quem escreve, uma hora ou outra, acaba vivendo esse grande dilema: Por mais criatividade que se tenha, sempre parece que algo está se repetindo. Mesmo que tenha ali toda a sua verdade, sempre fica a sensação de "déjà-vu". E é aí que bate aquele baita medo da repetição. Então a gente se pergunta: Será que perdemos a mão para coisa? Como falar sobre o mesmo assunto que já foi dito e feito de frente para trás e de trás para frente e de inúmeras formas? E quando você já escreveu várias histórias? Parece até que a coisa fica ainda pior. O medo da repetição não se resume apenas ao texto, até a maneira de contar a história, as personagens, os diálogos e o formato, tudo assusta. A cada início de uma nova aventura, ou melhor, antes mesmo de começar a escrever a primeira linha, esperando usar toda a criatividade com o propósito de contar uma história que valha a pena ser contada e seja ao mesmo tempo singular, apesar de nada mais ser novidade, o fantasma se coloca ao nosso lado e, dar o pontapé inicial é uma luta. É..., a vida de escritor não é nada fácil. Talvez muito mais difícil que alguém possa imaginar. Quem vê o espetáculo pronto, nem imagina o quanto sacrificante foi á criação daquele texto. Quantas barreiras tiveram de ser transpassadas até o seu ponto final. E, se não bastasse todo o processo criativo, ainda tem essa luta incansável com o medo da repetição. E depois, ainda vem um crítico de arte e diz: "O texto é cheio de clichês". As favas com a opinião da crítica. Eu quero é, a cada nova história, vencer esse meu medo da repetição e procurar acima de tudo, contar a cada história cujo tema já tenha sido exaustivamente tratado, da maneira mais criativa possível e dentro da mais absoluta entrega. Procurando passar, da minha maneira, o que minha experiência pode filtrar. Esperando transmitir a minha visão, independente do que possam achar, mas torcendo para atingir o meu objetivo. É certo que o meu jeito de escrever, de contar, de organizar as idéias, é único, e vai estar sempre em todas as minhas histórias, quer eu queira ou não. Só que isso não pode ser tratado como repetição, e sim, representar o meu estilo, a minha marca. Todo escritor tem o seu jeito de escrever. E nem comigo e com ninguém, vai ser diferente. Por isso, eu digo: Xô! Medo da repetição! Ufa!... Parece que tirei um peso das minhas costas. Pronto! Passado esse momento em que exorcisei esse fantasma que andava me incomodando nos últimos dias, posso voltar a escrever o meu novo texto infantil: A caixinha de Dora. Aguardem!!!
Marcar como favorito
Compartilhar
Enviar para um amigo
Comentarios (4)
![]()
Araceli Marrôa
said:
|
|
... Muito bom botar pra fora né... A repetição realmente é um fantasminha que assombra a mente dizer pra ela que não tem medo, abre o leque de possibilidades. "Caixinha de Dora" Já me simpatizei com o texto. |
|
jomar magalhães
said:
|
... Bem interessante o seu artigo, Paulo. O medo da repetição é de fato um assombro escritores, compositores e artistas em geral. Mas sei lá... parece que eu já li antes um texto igual ao seu em algum lugar. Brincadeirinha! rs rs |
|
olá sou Hugo krauss, gaucho de poa.adorei sua coragem é isso ai tchê
said:
|
... tchê vc é macho uma barbaridade é isso ai..tambem escrevo alguma coisa logo serei igual a vc...me falta muito mas chego lá..quero fazer theatro me ajude..a onde vou..com quem falo? sou de poa/rs..tenho 49 anos..veja alguma coisa sobre min em: www.euautor.com.br..meu nome é Hugo Krauss krauss...abraço |
|
jomar magalhães
said:
|
... Aqui só tem comentário movido à cachaça. Dois dias após ter escrito, você vai reler e diz: Que merda!!! |
|
Home
Comunidade
Em cena



