A indústria do futuro

Talvez alguns quando lerem esse artigo não concordarão comigo, outros até me chamarão de “sem juízo”, ou sei lá o quê, mas tenho aqui comigo, a impressão de que a cultura será a grande indústria, e a maior geradora de empregos do país, pois é evidente o crescimento da indústria do entretenimento, e a cultura é sem dúvidas, a principal vertente deste segmento.

Pode não parecer, ou ás vezes até passar despercebido por muitos, mas a realização de uma obra cultural envolve um número enorme de pessoas, e quando isso passar a ser enxergado de uma forma mais profissional, todos sairão ganhando, e a cultura alcançará, com certeza, o status de uma grande indústria.

Vejam só o exemplo de uma simples peça teatral: Quantas pessoas são envolvidas para a realização do espetáculo? Autor, diretor, ator, atriz, iluminador, cenógrafo, músico, figurinista, produtor, divulgador, isso falando apenas da principal cadeia produtiva. Imaginem isso numa grande escala e feito de uma forma mais profissional?

A cultura do país ainda é tratada com casca e tudo, e os poucos incentivos que são dados, servem apenas para mascarar a situação de como a cultura é tratada no país, e tem o simples propósito de cumprir um dever que todo o governo tem, que é o de fomentar a cultura de seu povo.

Mas, muito mais que fomentar a cultura com algumas migalhas, o governo deveria enxergar a cultura como uma indústria, tal qual ela é. E é lógico que a culpa não é só do governo, todos nós que estamos de uma forma ou de outra ligados a cultura, precisamos também, pensá-la como indústria, e aprender a gerir esse negócio.

Todos os segmentos da economia têm dificuldades, não é diferente com a cultura, e não cabe aqui, ficar só atirando pedras no governo, seja ele qual for. É hora de olhar para o segmento da cultura, com olhos de empresários, e acabar com aquela máxima de que o artista é um sonhador, e tem que viver à margem da sociedade por não ter recursos.

A cultura tem a força, e é um segmento que pode e tem todas as condições de se transformar, como já disse antes, no maior pólo gerador de emprego, e já que o governo ainda não se apercebeu disso, o próprio segmento pode mostrar a sua força econômica e construir um novo modelo de cultura.

É claro que não é fácil, e é preciso um mínimo de infra-estrutura para formatar um modelo rentável de negócio, mas se pensarmos nossos projetos muito mais além de que uma obra cultural, e dermos a eles um tratamento comercial, podemos dar início a um processo de mudança no conceito de encarar a cultura.

Com o advento da internet, e de toda a tecnologia que nos cerca, não cabe mais, pelo menos no meu ponto de vista, a velha visão amadora e o mesmo pensamento pequeno de que a cultura não sobrevive sem apoio. Hoje, muitos que fazem cultura, já dão os seus primeiros passos em busca da profissionalização de sua arte, indo ao encontro de soluções que possam viabilizar os seus projetos, e acho que esses, estão a um passo a frente.

Então, antes de simplesmente renegarem o meu artigo, ou sei lá o quê, pensem seriamente no assunto, pois a cultura não tem que permanecer como refém de uma política de migalhas, é preciso ir contra a corrente, e mostrar a real força da cultura, que pode vir a ser, e tenho certeza que será, a maior geradora de empregos do país, porque acima de tudo, a cultura vende o melhor produto do mundo, o conforto para a alma!.

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