O tempo é senhor da razão

Nada na vida nos acontece por acaso, nem da noite para o dia. Nem mesmo por um golpe da sorte ou do destino. Tudo o que nos acontece é o resultado de todos os esforços que fomos capazes de fazer para realizar aquilo em que acreditávamos. De toda a decepção, que fomos capazes de suportar quando não atingimos o que desejávamos e de tudo aquilo que conseguimos adquirir e aprender durante a nossa dura caminhada.

Quem pensa que a vida de artista é um mar de rosa, nunca navegou realmen-te por esse mar. Nem sempre se tem a coragem suficiente para enfrentar as suas fortes correntezas que arrastam os mais despreparados para longe de margens seguras. Por vezes falta a coragem para desafiar esse mar, que o mais prudente é permanecer em porto seguro até se sentir realmente preparado para seguir viagem.

Muitos jovens, ávidos por uma aventura, não medem as conseqüências e se atiram neste mar, certos que vão ser capazes de segurar o leme do barco, mas se perdem na primeira tempestade. Nem sempre se precisa ter presa, mas tem de ter a consciência que quanto maior for a demora, mais longo será o seu caminho.

E durante esse longo caminho, por várias vezes, em muitos momentos, ele nos parecerá tão longo e o final tão distante, que se pensará seriamente em desistir. Mas, a esta certa hora, isso já não será mais possível, pois voltar pode ser um caminho ainda mais longo. E como superar esse momento? Com o tempo, pois o tempo é o senhor da razão.

Ás vezes, as decepções e as injustiças são tão grandes, que a emoção nos domina e nos faz achar que nada valeu a pena, que ninguém reconhece os nossos esforços, que não temos talento suficiente para chegar ao topo, que não recebemos o reconhecimento que achamos que deveríamos, e que enfrentamos inutilmente o tal mar bravio.

Mas, o tempo, sempre o tempo, o velho senhor da razão, nos faz ver que tudo valeu a pena, que estão sim, reconhecendo os nossos esforços, que sabem o quão grande é o nosso talento, pois sempre vem um incentivo aqui, um comen-tário nos elogiando ali, um, “parabéns pelo trabalho” acolá, um “continue assim, pois você está no caminho certo”, e pronto, já é o suficiente para nos sentirmos revigorados e plenamente capazes de enfrentar novamente o mar bravio.

É, a vida artística pode refletir somente o seu lado glamuroso, mas tal e qual qualquer outra profissão, é feita de altos e baixos, vitórias e derrotas, sucessos  e fracassos, só precisamos saber escutar a voz do tempo, pois ele saberá nos dizer o quanto o nosso trabalho é bom e vitorioso e o tanto de mar que nós fomos capazes de atravessar.

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