Chorando oportunidades

Nos diversos fóruns de discussões e nos sites de relacionamentos em que participo, não é raro topar com tópicos de pessoas clamando por uma oportunidade de mostrarem os seus talentos para a escrita. Confesso que por várias vezes também clamei pela minha e escrevi alguns artigos, pedindo uma maior abertura para o novo, mas cheguei a conclusão que isso não passa de choro.

Só tem uma coisa que abre as portas para as oportunidades: o trabalho. Por mais que se peça uma chance para mostrar o quanto se é capaz, nada vai adiantar, pois o que leva alguém à algum lugar, não é o choro. Ninguém aposta em suposições, por mais talento que se tenha. Há um caminho longo a ser percorrido e um currículo à ser preenchido.

O maior problema que vejo é que muitos querem chegar ao topo usando o elevador ao invés de ir pela escada, subindo de degrau em degrau. Faço aqui a minha culpa, pois também já tive essa pressa, E não é bobagem afirmar que o melhor é a caminhada, pois é no caminho que se descobre o quanto se tem a aprender e percebe-se que tudo é mais difícil quanto se pensava.

Mudei o foco das minhas expectativas e deixei de chorar por oportunidades, passei a me concentrar em construir uma obra que valesse a pena, ou que no mínimo, causasse em alguém, o interesse em conhecê-la. Comecei aí abrir as portas para quem sabe um dia, ter minha grande oportunidade de mostrar a minha dramaturgia à um grande número de pessoas.

Sei que ainda estou engatinhando e tenho muito a aprender, não só em termos de dramaturgia, mas em experiência de vida, mesmo. Mas, por hora, sigo firme trabalhando, divulgando a minha dramaturgia, contando com a oportunidade de outros tantos, que assim como eu, ainda estão trabalhando para alcançar os seus apogeus.

Com isso, parei de viver de sonhos e passei a ter uma realidade sólida, fincada na certeza de que meu trabalho encontrará a oportunidade que almejo. Hoje já tenho algo a mostrar, se é bom ou não, só o tempo vai dizer, mas por enquanto, tenho conseguido levar os meus textos a várias cidades, enriquecendo o meu currículo e fortalecendo o meu nome, o que vem me deixando bem satisfeito.

Quando deixei de chorar por oportunidades, enxerguei quantas oportunidades já tinham passado por mim e, que se não fosse o meu trabalho, construindo ali, silenciosamente, eu as tinha deixado passar e jamais teria visto meus textos sendo apresentados pelo país afora.

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