| O humor está em alta |
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| Escrito por Paulo Sacaldassy | ||||
| 21/03/10 - 19:10 | ||||
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Não é segredo para ninguém que rir é sempre o melhor remédio e que é através das piadas que são ditas as mais duras verdades. Sem contar o que diz a ciência: que quando um ser humano ri, ele movimenta apenas dezoito músculos da face, enquanto chorando, ele movimenta quarenta destes músculos. Portanto, rir é o melhor negócio, não provoca rugas e ainda por cima, não tem nenhuma contra-indicação.
Então parece estar bem claro o porquê de tanta gente fazendo ou tentando fazer humor pelo país. É quase uma febre. E essa febre atende pelo nome de “stand up comedy”, algo que não é nenhuma novidade, pois grandes feras do humor, como Chico Anísio e Jô Soares já se utilizaram desta expressão inglesa, para fazer rir, há muito tempo atrás.
Mas essa tendência de se apresentar como um “stand up comedy” está em um movimento crescente. É no barzinho, é na pizzaria, na rua, em casas noturnas e até em teatros. Com a “cara” limpa, uma grande dose de “cara” de pau e grande desenvoltura e talento para transformar histórias banais e até mesmo bobagens em algo engraçado, muitos talentos tem surgidos.
A simplicidade de se montar um espetáculo de “stand up comedy” é outro fator que vem fazendo que mais artistas enveredem para apresentações de humor deste tipo. Não há custo com cenário, com figurinos, não se precisa passar o pires para arrecadar recursos, é o artista, a sua “cara” de pau e só.
É certo que “stand up comedy” não é teatro e sim, tão somente um espetáculo de humor. Ele não tem nada a ver com teatro na sua concepção, pois teatro deriva de Dramaturgia que reputa uma ação que gera um conflito e deságua em uma revelação e/ou resolução, muito embora nos dias de hoje, exista muita coisa misturada que acaba até por confundir o espectador.
Mas, de uma maneira geral, acho muito interessante e positivo todo esse movimento de levar mais e mais humor e de uma forma bem descontraída e em lugares incomuns, pois se rir é o melhor remédio, que seja possível tomar esse remédio nos mais variados lugares.
Com exceção de alguns maus programas de humor que a TV exibe hoje em dia, onde a tentativa de forçar o riso é descarada, acabando os tornando chatos e sem graças, algumas experiências com “stand up comedy” vem revigorando o humor e fazendo o povo rir espontaneamente, mostrando que são raras às vezes que se precisa de caricaturas para fazer comédia.
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Comentarios (1)
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Araceli Kene
said:
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... Falar sobre comédia pra mim sempre é complicado hehehehehehe.... Eu não sou daquelas pessoas que ri fácil, apesar de ter um humor excelênte, gosto mesmo é de inteligência e humor junto com doses de criatividade principalmente. Sobre essa nova febre, as pessoas confundem um pouco com teatro né, mais tem o lado de revigorar que é necessário muitas vezes. Outra coisa como você disse no começo (não sabia disso, huuuum adorei saber gosto da ciência) que chorando utilizamos mais músculos faciais... Engraçado que ontem à noite conversando com um amigo ele reclamou exatamente que estamos na "Era da ignorância da sensibilidade" Não que o riso tenha culpa, mas inevitável não lembrar que a maioria dos espetáculos são de comédia... Questão de que tem mais público, afinal, o artista também precisa comer! Mas fica meu pensamento sobre... Não diminuir a comédia, mas não deixar morrer também a sensiblidade tão necessária ao ser humano. Sempre sinto falta dessa variação do sorriso e da lágrima... A máscara do teatro sugere isso não? ;D Abraço!!! |
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