| Sem conflito não tem história |
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| Escrito por Paulo Sacaldassy | ||||
| 02/05/2010 - 19:35 | ||||
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Por melhor que seja a idéia que alguém tenha para escrever uma história e contá-la através de uma narrativa dramática, uma coisa é certa: sem conflito não se tem história dramática. Seja ele um conflito interior, um conflito exterior ou contra um terceiro. A ação dramática se desenvolve pelo conflito, qualquer coisa fora disso é apenas a narração de um fato.
Não basta uma boa história para contar se não existir uma boa razão. Alguma coisa deve estar em erro para justificar ser contada. É fundamental que a personagem esteja em uma situação desconfortável e disposto a provocar uma mudança, pois é essa situação desconfortável que vai provocar o conflito que vai desencadear a busca pela mudança.
Portanto, o conflito é a mola mestre e o fio condutor da história, e toda a ação dramática a ser desenvolvida dever convergir ou vir da necessidade de resolver o conflito em que a personagem está. Assim, tudo o que não levar a dissolução do conflito é descartável e totalmente desnecessário.
Tendo claro esse ponto de que o conflito é o principal dentro de uma história, podemos analisar se temos ou não uma boa história para transformar em um texto de teatro. Qualquer coisa fora disso, não é teatro, é apenas a narração de algum fato com ou sem relevância.
Muitos textos, tem até uma boa história, tem bons personagens, mas acaba se tornando frágeis pelo fato de não possuírem conflitos que os sustentem. E ter o conflito bem delineado dentro da história, faz com os atores entendam seus personagens e contem melhor a história. Com a dramaticidade que um texto teatral deve ter. A melhor coisa que se tem a fazer quando se pensa em escrever um texto para teatro é achar dentro da história que se quer contar, a situação que colocou sua personagem em desacordo com a história, os motivos que a levaram a tal situação e as formas pelas quais se pode encontrar para ela seja resolvida.
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Comentarios (2)
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Lau.Bark
said:
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... Tem certas coisas no teatro, tido contemporâneo, que é chato justamente por não ter conflito. Uma foto encenada de forma superficial. Baseado no "desempenho" do ator, aqui, nada fingidor! |
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Paulo Sacaldassy é dramaturgo, roteirista, poeta e letrista. Com artigos construtivos e úteis, escreve sobre teatro em geral e publica todo domingo no Oficina. Leia
Julio Carrara é Dramaturgo, ator e diretor. Publica artigos apimentados sobre teatro e a vida artística em geral, dentro e fora dos palcos, toda sexta no Oficina. Leia
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