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Ser mulher PDF Print E-mail
priscilla
Escrito por Tatiana Cavalcanti   
11/08/2006 - 00:00
"Eu não consigo entender porque os  HOMENS nunca querem namorar, eles querem ficar só".

Eu consigo. E você aí, consegue?
Caretices a parte (porque eu mesma nunca fui careta) as mulheres parecem estar perdidas. Na quarta elas jantam com o amigo da academia, na quinta saem pra um "remember" com o ex-namorado (já que estão sozinhas mesmo e já conhecem o carinha) e na sexta vão dançar à caça de homens cheirosos, bonitos, modernos e de preferência, com um graninha extra.

Elas se entendem modernas e independentes. Ledo engano, meus caros.
Independente é não precisar arrumar um carinha fofo com uma graninha extra, é não ser escrava da moda nem das tendências, é ter uma personalidade muito mais forte do que as propagandas que vemos na TV e do que os encartes lindos e sexys de moda da Revista Caras tentam vender.

Eu sou sim a favor do feminismo com pequenas ressalvas. Acho que essa questão podia ter sido mais saudável e levada menos a sério pelas mulheres. De repente elas quiseram virar verdadeiros "hominhos" na tentativa de igualar os direitos sexuais, profissionais e pessoais. Peraí gente, tem limite. Alguma mocinha aí tão independente a ponto de não querer um braço forte que a faça sentir-se segura, um gentleman que abra a porta do carro? Duvido e faço pouco.  

Sim, eu acredito que as mulheres têm todo poder de capacitação que os meninos e que são capazes de ocupar altos cargos em grandes empresas. Isso é inegável.
Também sou a favor de independência financeira. Nunca achei legal mulheres serem escravas de suas relações com seus maridos. Quantos casais conhecemos que não se separam porque "eles não têm condições… ela não trabalha… ela depende dele pra comer"!??
Mas também sei que é ótimo um marido que faça questão de bancar as contas daquele mês, me leve pra um jantar romântico e  me faça uma romântica incorrigível mesmo sem o menor talento para isso.

Eu falo os piores palavrões do mundo,  me descabelo, faço xixi de porta aberta na frente do meu marido, eu já fiz de tudo um pouco. Mas sair com a quantidade de homens que tenho visto as meninas sairem não. E quem me conhece sabe que não sou hipócrita para esconder esse tipo de informação. Se fizessse, eu falaria e defenderia minha conduta mesmo indefensável.
Eu quero falar porra, caralho e mandar um ou outro tomar no cu sem ser censurada. Quero jogar futebol aos sábados com as amigas, quero xingar o juiz de ladrão (caso ele mereça) e quero colocar uma camiseta 10 e ir no Morumtri ver o São Paulo ganhar (quando isso voltar a fazer parte de nossa rotina).

Mas meus pontos a favor do feminismo terminam aí.

Não, não sou nem nunca fui santa e nem tenho autorização pra julgar ninguém. Já me apaixonei por um homem casado, já beijei duas bocas no carnaval e tomei vários pequenos porres que me
deixaram azeda e verde no dia seguinte.
Mas nada disso quer dizer que obrigatoriamente devo ser a favor de ligar a TV e ver um bando de mulheres esfregando suas bundas enormes tão perto da minha cara e nem ter que sair dando para o primeiro que abanar o rabo pra mim em nome da liberdade sexual. Eu odeio ver minhas amigas se expondo num sai-comum-sai-com-outro que dá até vergonha. Uma delas outro dia até chamou o X de Y tamanho número de ficantes com quem ela anda saindo. E tem gente aí achando que isso é sinal de liberdade sexual e de independência quando na realidade isso não passa da carência produzida pelas tecnologias, pelas novas relações, pelos antigos conceitos definidos como estúpidos pela nossa nova geração. Tudo uma puta besteirada de dar dó.

Os homens cada vez menos querem casar com estas equivocadas mulheres.
Os homens cada vez menos confiam nessas mulheres por auto-definição "bem resolvidas". Vejo pelos meus amigos homens que jantam em minha casa e comentam sobre a atual situação em que as próprias mulheres se colocam.
Isso merece 1 segundo, 1 dia ou quem sabe 1 ano de nossa reflexão.

Ser mulher não tem nada a ver com a bunda dura, com o peito siliconado, com o número de homens com quem se transa. Aliás,
alguns homens consideram o número de homens com quem se transa um medo aterrorizante da solidão.
Infelizmente meninas, gostando ou não somos produto de uma sociedade machista.
 
Por essas e outras, ainda prefiro minha barriga meio molinha, umas celulites espalhadas por aqui embaixo e o sossego de não ser escrava de coisa alguma.
Ser mulher tem muito mais a ver com conduta do que com esse movimento estranho que criaram querendo nos transformar em verdadeiros homens de saia. Quer dizer, literalmente de terninhos de risca de giz.
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